alcool

Álcool

Embora nada impeça o seu uso, este artigo se refere à classe de compostos orgânicos para uso como combustível , mas caso esteja à procura de bebidas espirituosas que contenham álcool etílico, veja bebida alcoólica e para consumo de etanol como combustível, veja álcool combustível. Para demais casos, veja Álcool (desambiguação).

Nesse sentido, todos esses tipos são originados da fermentação assistida de inúmeras plantas, o álcool (do árabe al-kohul) é um classe de compostos orgânicos de fórmula R-OH na qual R é um radical alquila.

Índice

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 Exemplos

  • O etanol ou álcool etílico é o tipo de álcool mais comum. Está contido nas bebidas alcoólicas, é usado para limpeza doméstica e também é combustível para automóveis. A fórmula do etanol é CH3CH2OH.
  • O metanol ou álcool metílico é um álcool que não deve ser ingerido, pois é extremamente tóxico para o Fígado. A fórmula do metanol é CH3OH.
  • Álcool anidro é um álcool com até 1% de água (já que é difícil a obtenção de álcool totalmente puro), e pode ser adicionado à gasolina para aumento da octanagem, atuando como “antidetonante”, para que a gasolina possa ser comprimida no pistão do motor carburante ao máximo e não entre em combustão antes de acionada a vela do motor.
  • O álcool bornílico é obtido ligado com o hidroterpendio que corresponde a cânfora.
  • O álcool desnaturado é uma composição com o metileno.
  • O álcool natural é obtido pela fermentação e destilação de produtos agrícolas.

 Classificação

 Álcoois primários

Os álcoois primários têm o grupo hidroxila ligado a um carbono primário; um exemplo é o etanol. A fórmula geral dos álcoois primários é:

(Na figura R representa um radical hidrocarboneto qualquer)

 Álcoois secundários

Os álcoois secundários têm o grupo hidroxila ligado a um carbono secundário; por exemplo: 2-propanol. A fórmula geral é:

(Na figura R representa um radical hidrocarboneto qualquer.)

 Álcoois terciários

Os álcoois terciários têm o grupo hidroxila ligado a um carbono terciário; por exemplo: 2-metil-2-propanol (trimetilcarbinol). A fórmula geral é:

(Na figura R representa um radical hidrocarboneto qualquer.)

 Nomenclatura

A nomenclatura dos álcoois é baseada na dos hidrocarbonetos de que derivam: basta substituir o o final por ol. Se essa nomenclatura for ambígua quanto à posição da hidroxila, o sufixo ol deve ser por ela precedido. Por exemplo, propan-2-ol indica um grupo hidroxila ligado ao carbono 2 do propano. Também pode ser escrito 2-propanol.

Em certos casos pode ser necessário usar a nomenclatura na forma prefixal. Nesse caso, deve-se usar o prefixo hidróxi. Por exemplo, se tivermos um grupo hidroxila ligado a um anel benzênico, podemos usar o nome hidróxibenzeno (essa substância é usualmente conhecida como fenol).

 Consumo

No Brasil, o álcool, tanto é de consumo humano, diluido em bebidas ou agente de esterilização em farmácias, como também passou a ser utilizado como combustível de automóvel e desde 2005 para a aviação, seja isoladamente ou misturado à gasolina em uma proporção de até 25%. Tem a vantagem de ser uma fonte de energia renovável e causar menor poluição que os combustíveis fósseis.

Atualmente, há correntes que questionam o impacto ambiental do álcool combustível, pelos severos danos do desmatamento necessário para abrir espaço à monocultura de cana-de-açúcar e pelo efeito nocivo da queima da palhada, necessária para se preparar a cana para a produção de álcool. Esses danos hoje já se fazem sentir, apesar da utilização do álcool ser ínfima se comparada aos derivados de petróleo. Se aumentasse consideravelmente esta utilização, teríamos destruição maciça de ecossistemas originais e a degradação do solo pela monocultura açucareira.

Para o uso em motores de combustão interna, basta aumentar a taxa de compressão para 2 pontos acima da taxa de compressão para gasolina e abrir os bicos injetores ou giclês de carburação em 20%. O sistema de arrefecimento deve ser reforçado em 10% e toda a tubulação, assim como tanques de combustível, devem receber tratamento anti-corrosão ou serem feitos de plástico.

O álcool etílico é uma droga depressora do sistema nervoso central e causa desinibição e euforia quando ingerido em pequenas doses e estupor e coma em doses maiores.

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