maconha

Maconha

Foi proposta a fusão deste artigo com: Maconha e saúde.

A Maconha ou Marijuana é uma droga entorpecente produzida a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). Geralmente a maconha e o haxixe contêm até 8% de THC, mas algumas variedades de maconha, (cruzamentos entre a espécie Cannabis sativa e Cannabis indica, comumente conhecidas como Skunk (“Gambá” em português, nome dado devido ao forte cheiro proveniente da queima da espécie em questão) produzem recordes na marca de 33% de THC.

Índice

[esconder]

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Proibição

A comercialização da planta foi proibida nos Estados Unidos por volta de 1930; o país também efetuou uma forte propaganda em torno do assunto, o pivô do movimento sendo o político Harry J. Aslinger. As motivações de Aslinger bem como a veracidade científica das informações veiculadas na época (algumas ainda circulando nos dias de hoje) permanece muito controversa.

Foi proibida no Brasil primeiramente em Grajaú, em 1938. Até então costumava ser vendida em farmácias sob o nome de “cigarros índios” (devido a ser uma planta originária da Índia) ou “cigarro da paz” , que eram indicados para curar os sintomas da asma, e para insônia.

Em 1960 a ONU recomendou a proibição da Maconha em todo o mundo.

Legalização

A campanha pela legalização da Maconha ganhou força a partir dos anos 80 e 90, notadamente apoiada por artistas e políticos liberais. No Brasil, é uma das bandeiras do político Fernando Gabeira, que tentou implementar o cultivo do cânhamo para fins industriais.

No Brasil, a lei nº 11.343, de 23 de Agosto de 2006, prevê novas penas para os usuários de drogas. As penas previstas são: Advertência sobre os efeitos das drogas, Prestação de serviços à comunidade ou Medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

Hoje em dia a maconha é descriminalizada em alguns países, como os Países Baixos ou o Canadá, este último apenas para uso medicinal[1], que adotam políticas de tolerância em relação aos usuários, que não são presos. Além desses, outros países apoiam o seu uso como medicina, tendo em vista os efeitos terapêuticos da planta.

Em Portugal adota-se uma politica de sanção diferente, sendo tolerada dentro dos parâmetros criminais, dependendo em muitos dos caso da quantidade, do tipo de droga, dos antecedentes criminais, entre outros.

Formas de uso

Pode ser:

Mais comumente é consumida sob a forma de baseados (cigarros).

Baseado

Baseado é o nome popular, no Brasil, dado ao cigarro cujo fumo é a maconha. É geralmente confeccionado a partir de papéis de seda ou arroz.

O baseado também é popularmente conhecido como fino (perna de grilo, se for feito com pouca maconha), ou ainda bomba ou bucha (quando grosso, por conter muita maconha), heat, manga-rosa, cabeça-de-nêgo, braço-de-judas, estaca, base, beck, tora ou vela, ou ponta (apenas uma fração final). Em Ibirama, Santa Catarina, é conhecido como flick ou flicksting!

As designações portuguesas variam: charro, ganza, porro, carapau ou beck.

Existem também certas misturas com outros tipos de alucinógenos, que ganham nomes como freebase ou cabral em certas partes do Brasil (maconha com cocaína) e mesclado (maconha com crack).

Espécies da maconha

Cannabis sativa

Cannabis sativa

No Brasil, existem manga rosa (Bahia), cabrobó (Pernambuco), racha côco (Minas Gerais), pelo do babuíno (de qualidade baixa), verme (extremamente forte), skunk (modificação genética com maior concentraçao de THC), green (muito verde, cheiro forte).

Uso medicinal

A Cannabis sativa também pode ser usada com fins medicinais como agente antiemético, estimulador de apetite, auxiliar contra espasmos musculares e movimentos desordenados, sendo útil também em casos de glaucoma. Em doses mais altas ela auxilia pessoas no tratamento de doenças como doença de Parkinson, esclerose múltipla, traumatismo raquimedular, câncer, desnutrição, AIDS ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica.

Atualmente, em alguns países a maconha é legalizada, unicamente para fins medicinais. Para lazer, somente na Holanda, Belgica, Suíça e Canadá.

Efeitos

Está comprovado cientificamente pela OMS que a maconha provoca dependência, entretanto menos que o tabaco ou o álcool, além dela causa dependência psicológica. Neste caso há dependência psicológica, mas o usuário não se torna um dependente químico da droga. Entre todas as drogas a maconha é a que causa mais quadros psicóticos, mesmo em usuários com pouco tempo de uso, podendo ainda causar danos à memória, sistemas reprodutor e respiratório e atuar ainda como um catalizador para câncer de pulmão.

Maconha nas Artes

Muitas canções e nomes de grupo e bandas fazem referências explícitas ou implícitas à maconha.

Canções

Nomes

  • Bob Marley – Jamaicano, adepto do rastafarianismo, fumava maconha para ficar mais perto de Jah( deus), de onde tirava inspiração para suas músicas que falam muito de religião, de amor e da cultura africana.
  • Planet Hemp – De cenário underground, cresceu graças as letras referentes a legalização da maconha, tentando provar que não é tão prejudicial quanto afirmam e que o tráfico é culpa das políticas sociais. Já foram presos e vários shows cancelados por ordem judicial. Com a gravação do segundo disco solo de D2, e sua explosão nacional, a banda teve seu fim em 2005 (a verdade é que a banda oficialmente não acabou).

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