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O Código Da Vinci

Nota: Esta página é sobre o livro. Se procura outros significados da mesma expressão, consulte The Da Vinci Code (filme).
Autor Dan Brown
Título original The Da Vinci Code
País Estados Unidos
Idioma original Inglês
Tema(s) Conspiração religiosa.
Editora Editora Random House
Editora Sextante
Editora Bertrand
Lançado em 18 de março de 2003
ISBN 8575421581 (Edição ilustrada em Português)
Precedido por Anjos e Demônios
Sucedido por A Chave de Salomão

The Da Vinci Code (O Código Da Vinci nas edições brasileira e portuguesa) é um romance policial do escritor estadunidense Dan Brown, publicado em 2003 pela editora Random House nos EUA, pela Editora Sextante no Brasil e pela Editora Bertrand em Portugal. É um best-seller mundial, com mais de 60 milhões de cópias vendidas no mundo.

Índice

[esconder]

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 O livro

Info Aviso: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).
Homem Vitruviano, primeira obra de Da Vinci a aparecer na trama.

Homem Vitruviano, primeira obra de Da Vinci a aparecer na trama.

Além de alguns elementos narrativos próprios do género, como longas escapadas por ruas movimentadas e carros em alta velocidade, ‘O Código Da Vinci’ causou polêmica ao questionar a divindade de Jesus Cristo. Tal questionamento não é novidade, tendo o autor reavivado essa problemática na trama romanesca.

A maior parte do livro desenrola-se a partir do assassinato de Jacques Saunière, curador do museu do Louvre. Robert Langdon, Sophie Neveu e Leigh Teabing vivem várias aventuras ao tentar desvendar códigos que dêem resposta aos enigmas que Jacques Saunière deixou antes de morrer.

A trama do livro envolve desde grandes organizações católicas conservadoras como a Opus Dei, até a sociedade secreta conhecida como Priorado de Sião, que, de acordo com documentos encontrados na Biblioteca Nacional de Paris, possuía inúmeros membros famosos como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo da Vinci. Tem que se ter em conta que, apesar dos documentos apresentados serem considerados como verdadeiros em diversos livros que têm vindo a conquistar o mercado editorial nos últimos anos, existem especialistas que argumentam não passarem de falsificações.

Dan Brown diz partir de factos reais na introdução, vários componentes da sua obra de ficção, como a existência do Priorado de Sião, as acusações que faz a respeito da Opus Dei, ou as descrições de obras de arte que incluiu no livro.

Após o seu sucesso, publicaram-se muitos outros livros de ficção, os chamados copy-cats, explorando a veia religioso-esotérica, normalmente de forma superficial e sem qualidade estilístico-literária.

 Personagens

Robert Langdon

Robert Langdon é um respeitado professor de simbologia religiosa da Universidade de Harvard que estuda os símbolos e sua representatividade e influencias sobre a humanidade.

Robert Langdon vai a Paris para apresentar uma palestra e recebe um telefonema para se encontrar com Jacques Saunière. Na noite seguinte, Saunière é encontrado morto e Langdon é acusado injustamente pelo crime.

Robert Langdon conhece Sophie Neveu que o ajuda a escapar da polícia e o acompanha na busca pelo Santo Graal.

No cinema em O Código da Vinci o ator Tom Hanks interpreta Robert Langdon.

 Jacques Saunière

Jacques Saunière é um curador do museu do Louvre, onde toda a história começa.

Morre logo no início do livro e com a sua morte, visto que este escondera um enorme segredo e que todos os que partilhavam deste segredo foram também assassinados decidiu deixar provas à sua neta, Sophie Neveu, e a Robert Langdon. Um dos personagens chaves do livro, pois com suas pistas a história toma seu rumo. Ele admira muito as obras de Da Vinci e os jogos enigmáticos (jogar com as palavras).

No cinema em O Código da Vinci o actor Jean-Pierre Marielle interpreta Jacques Saunière.

 Sophie Neveu

Sophie Neveu é uma criptologista do Departamento de Polícia Judiciária Francês. Além de criptógrafa, ela é neta de Jacques Saunière, o Grão-Mestre do Priorado de Sião. Saunière a criou desde pequena, ensinando os primeiros códigos. Porém, havia dez anos que Sophie se afastara do avô, depois de ter presenciado um ritual místico.

Depois de ajudar o simbologista Robert Langdon a desvendar uma série de mistérios em torno da natureza do Santo Graal, Sophie descobre que faz realmente parte da linhagem sagrada, formada por descendentes de Jesus Cristo e Maria Madalena.

Ela acaba reencontrando o irmão e a avó, cuja morte foi forjada pelo Priorado de Sião, na Escócia. O motivo que levou a ordem a tomar essa atitude foi o medo de a Igreja Católica eliminar todos os descendentes merovíngios de uma só vez.

No cinema Sophie Neveu é interpretada pela atriz francesa Audrey Tautou.

 Leigh Teabing

Sir Leigh Teabing é um Historiador Real Britânico, um Cavaleiro da Coroa, um Mestre no Graal, e amigo do professor de Harvard Robert Langdon. Ele vive em Paris no Château Villette com seu fiel criado Rémy Legaludec.

No livro de Dan Brown, Teabing apoia-se sobre muletas, enquanto que no filme, ele usa bengalas que, segundo o diretor e Ian McKellen, se adapta melhor ao personagem.

Em segredo a todos exceto Rémy, Teabing é secretamente uma figura enigmática conhecida como “O Mestre”. E é na realidade o grande vilão da história, afinal é ele que manda assassinar Jacques Saunière.

Como o Mestre, Teabing contata o líder da Opus Dei Bispo Manuel Aringarosa, que tinha acabado de receber do Vaticano a notícia de que o Opus Dei iria deixar de ser uma prelazia do Papa (no filme, Aringarosa é um membro sinistro do Conselho de Sombras).

No filme, ele foi vivido por Ian McKellen.

 Silas

Silas é um numerário da Opus Dei. Ele é totalmente albino. Foi salvo pelo bispo Aringarosa e é extremamente grato a ele. Ele acredita fervorosamente na Opus Dei e pratica a mortificação corporal.

Bezu Fache

Bezu Fache é um renomado delegado da polícia francesa e é simpatizante da Opus Dei. Ele acreditava que Robert Langdon era responsável pela morte de Jaques Sauniere. Bezu Fache inícia uma caçada a Langdon até descobrir que ele é inocente.

 Bispo Manuel Aringarosa

O bispo Manuel Aringarosa é o dirigente da Opus Dei. Vivia na Espanha e era padre em uma pequena igreja. O bispo salvou Silas, que estava quase morto e Silas ficou morando com o bispo Aringarosa e o ajudando na reforma da igreja.

O bispo faz um acordo com o Vaticano para que a Opus Dei não seja excluida da Igreja Católica.

O bispo Aringarosa contrata um misterioso “mestre” para ajudá-lo, mas não sabe que será enganado pelo mestre, que provocará a morte de Silas.

Críticas

Apesar de o livro afirmar que todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos lá contidas seriam apuradas, argumenta-se que muito do que Brown escreveu é factualmente impreciso. O livro tem recebido críticas de historiadores, argumentando que Brown distorceu (e em muitos casos até forjou) os fatos históricos. Há também críticas de estudiosos da História da arte, reclamando de pesquisa mal-feita.

O modo controverso como Dan Brown trata a Igreja Católica tem eliciado muitas críticas. O livro tem tido muitas vezes uma resposta negativa entre grupos cristãos.

Opus Dei

“A prelazia pessoal do Vaticano, conhecida como Opus Dei, é uma organização católica profundamente conservadora, que vem sendo objeto de controvérsias recentes, devido a relatos de lavagem cerebral, coerção e uma prática religiosa conhecida como mortificação corporal. A Opus Dei acabou de completar a construção de uma Sede Nacional em Nova York, ao custo de 47 milhões de dólares” [1]

Cavaleiros Templários

“(…) o Priorado de Sião criou uma ramificação militar – um grupo de nove cavaleiros chamado de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão – Langdon fez uma pausa. – Mais conhecida como os Cavaleiros Templários.” [2]

  • Ficção 1: Os Cavaleiros Templários são uma ramificação militar do Priorado de Sião.
  • Fato 1: O Priorado de Sião não se sabe ao certo se existiu, portanto os Cavaleiros Templários não se sabe se teve aí sua origem.
  • Fato 2: A Ordem dos Cavaleiros Templários realmente existiu.

 A formação da Bíblia

  • Ficção 1: Na página 220 de OCDV, temos a seguinte declaração: “- Aí é que está! – exclamou Teabing, cheio de entusiasmo. – A ironia fundamental da cristandade! A Bíblia, conforme a conhecemos hoje, foi uma colagem composta pelo imperador romano Constantino, o Grande.” [3]
  • Facto 1: A Bíblia, como a conhecemos hoje, é formada por duas seções principais, também chamadas de testamentos (o Antigo Testamento e o Novo Testamento). O Antigo Testamento cristão baseia-se totalmente na versão da Septuaginta, nome dado à tradução das escrituras hebraicas para o grego elaborada no século II a.C. por ordem do rei Ptolomeu II. Portanto, o Antigo Testamento já estava definido 200 anos antes da época de Jesus e, por consequência, aproximadamente 5 séculos antes de Constantino ser o imperador de Roma.
  • Facto 2: Com relação ao Novo Testamento, Irineu (130 a 220 d.C.), autor de “Contra as Heresias”, 150 anos antes de Constantino, já declarava que os 4 evangelhos canônicos eram os únicos evangelhos aceitos em sua época, considerando estes livros como os “4 pilares” do cristianismo.
  • Facto 3: A formação do cânon do Novo Testamento foi um processo que ocupou a cristandade por mais de 350 anos – de 50 d.C., quando os primeiros livros foram compostos, até a definição final em 397 d.C., no III Concílio de Cartago. A primeira lista foi elaborada pelo herege Marcião (110 a 160 d.C.) e, devido ao fato dele ser anti-semita, continha apenas o Evangelho de Lucas (o único evangelho escrito por um não judeu) e 10 das 13 cartas de Paulo (sem as 3 cartas pastorais, endereçadas a judeus). Eusébio de Cesaréia (275 a 339 d.C.), em seu livro “História Eclasiástica”, apresentou a seguinte lista:
A Carta de Páscoa (360 d.C), de Atanásio, foi a primeira lista que continha todos e somente os 27 livros do Novo Testamento. O Concílio de Laodicéia (363 d.C.) – reconheceu 26 dos 27 livros, com exceção ao livro de Apocalipse. O III Concílio de Cartago (397 d.C.), em que Agostinho esteve presente, reconheceu todos os 27 livros do Novo Testamento.
Concluímos, portanto, que o Novo Testamento, tal o conhecemos hoje, não foi uma colagem composta pelo imperador Constantino (que reinou entre 306 a 337 d.C.), mas foi fruto de séculos de debates entre as diversas lideranças cristãs espalhadas por todo império.

 Os Evangelhos

  • Ficção 1:: Na página 220 de OCDV, o personagem Teabing afirma que “80 evangelhos foram estudados para compor o Novo Testamento, e no entanto apenas alguns foram escolhidos – Mateus, Marcos, Lucas e João“. [4]
  • Fato 1: A lista de evangelhos conhecida e reconhecida pelos estudiosos aponta uma quantidade bem menor de evangelhos. São 26 evangelhos ao todo, divididos da seguinte forma:

Maria Madalena

Segundo a Igreja Católica, essa mulher, não passa de uma prostituta perdoada por Jesus em meio a mais um de seus ensinamentos.

Segundo O Código da Vinci, ela teria sido na verdade esposa de Cristo. Afirmações de origem obscuras, são reavivadas por certas interpretações feitas à obra de Da Vinci, tais como a)a suposta presença de Maria Madalena na pintura A última ceia que se deveria a feições femininas atribuídas ao apóstolo João (que se encontra ao lado de Cristo); b)à simetria formada entre Jesus e Madalena, que supostamente representaria o elemento feminino; c) às roupas usadas por eles durante á ceia, pois estariam vestidos de maneira oposta: Jesus de veste vermelha e manto azul, e Madalena de veste azul e manta vermelha (que supostamente significaria a união dos dois pelo sagrado matrimônio).

Este assunto pode ser tratado de maneira mais afirmativa pelas obras que falam sobre uma possível descendência de Cristo na Terra, sobre as organizações Opus Dei, Priorado de Sião e e Ordem dos Cavaleiros Templários.

De acordo com a teoria abordada em OCDV, Maria Madalena fora esposa de Cristo, estando grávida quando Ele foi crucificado, concebendo assim uma menina descendente sagrada de Cristo e chamada de Sarah. Passou o resto de sua vida escondida, e protegida pela Ordem do Cavaleiros Templários (que, entretanto, surgiram mais de mil anos posteriormente), que teriam jurado proteger eternamente a descendência de Cristo.

Seria então Madalena, considerada como o verdadeiro Santo Graal, não sendo este um cálice usado na Santa Ceia que teria o poder de dar vida eterna, perdido através dos tempos. Seria ele uma mulher, capaz de mudar toda a história contada pela Igreja Católica, mostrando que Cristo foi um homem como qualquer outro, que se uniu à uma mulher, e gerou uma descendência secreta, protegida por instituições também secretas, através dos séculos.

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