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Gênesis

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Nota: Para outros significados de Gênesis, ver Gênesis (desambiguação).
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* são deuterocanônicos

Gênesis é o primeiro livro da Bíblia. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés (em hebraico, משה, Moshê). Gênesis (que significa “Origem; Nascimento”) é o nome dado pela Septuaginta ao primeiro destes livros, ao passo que seu título hebraico Bereshit (No Princípio) é tirado da primeira palavra na sua sentença inicial.

Todas as informações contidas no livro de Gênesis relacionam-se com eventos que acredita-se que ocorreram antes do nascimento de Moisés. Narra acontecimentos, desde a criação do mundo, na perspectiva judaica, passando pelos Patriarcas hebreus, até à fixação deste povo no Egipto, depois da história de José.

  • Autor: Moisés (segundo a tradição judaico-cristã; porém há exegetas que discordam seriamente disso);
  • Significa: começo, princípio, origem;
  • Primeiro livro da Bíblia e primeiro do Pentateuco;
  • Possui 50 capítulos;
  • Contém uma história da criação da Terra, da humanidade, da queda do homem e da escolha da nação de Israel por Deus.

Índice

[esconder]

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Visão Panorâmica

  • Parte 1 – O príncipio da história da humanidade. Capítulo 1 ao Capítulo 11.
  • Parte 2 – Os começos do povo hebreu. Capítulo 12 ao Capítulo 50.
  • Escrito cerca de 1445-1405 a.C.

 Personagens Principais

Adão e Eva de Dürer

Adão e Eva de Dürer

Estudos e discussões

As discussões acerca da origem e autoria dos textos bíblicos dependem da premissa de que estes textos não foram ditados por Deus ao ouvido dos homens e que os relatos não sejam literais, mas que tenham sido interpretações dos atos de Deus através da história do povo de Israel. Partindo deste princípio, é difícil tratar do conteúdo de Gênesis como um texto escrito por apenas uma pessoa em um curto período de tempo.

Acredita-se que o livro de Gênesis tenha sido escrito por Moisés (embora ele viesse a morrer antes do final do Pentateuco), ou por cronistas próximos a ele. As informações, bem como os pormenores restantes, porém, podem ter sido transmitidas a Moisés por meio de tradição oral. Por causa da longevidade dos homens daquele período, as informações podem ter sido transmitidas por Adão a Moisés através de apenas cinco elos humanos, a saber, Matusalém, Sem, Isaque, Levi e Anrão.

Uma outra possibilidade é que Moisés obteve grande parte das informações relativas a Gênesis de escritos ou documentos já existentes. Já no século XVIII, o erudito holandês Campegius Vitringa sustentava este conceito baseando sua conclusão nas freqüentes ocorrências, em Gênesis (dez vezes), da expressão (em KJ; Tr) “estas são as gerações de”, e uma vez “este é o livro das gerações de”. Nesta expressão, a palavra hebraica para “gerações” é toh•le•dhóhth, melhor traduzida por “histórias” ou “origens”. Por exemplo, “gerações dos céus e da terra” dificilmente se enquadraria aqui, ao passo que “história dos céus e da terra” tem sentido. (Gên 2:4) Em harmonia com isso, a versão alemã Elberfelder, a francesa Crampon e a espanhola Bover-Cantera são versões que usam o termo “história”, assim como faz a Tradução Novo Mundo.

Para a crítica bíblica, entretanto, evidências no texto demonstram que as tradições de Gênesis, especialmente entre o final da narrativa do Dilúvio e a história de José, devam ter sido compiladas durante o período de dominação babilônica, entre os séculos VII e VI a.C..

É postulado que Abraão tenha nascido na cidade de “Ur dos caldeus”, termo repetido algumas vezes. No entanto, os caldeus somente surgiram na região de Ur, a leste da Mesopotâmia, por volta do século IX a.C., pelo menos 1000 anos depois do tempo suposto para a história de Abraão. A própria diferença nos estilos literários e as histórias aparentemente desconexas da vida de Abraão podem ser um indicativo de que tais histórias tenham sido compiladas em diferentes momentos, ou por diferentes autores, a partir de uma tradição oral transmitida por muitas gerações.

Alguns estudiosos acreditam que as histórias de Isaque, em vários momentos tão semelhantes às de Abraão, sejam um recurso estilístico observado em outros pontos do relato bíblico (a recorrência da cidade de Belém relacionada ao nascimento de Davi e Jesus para ressaltar seu parentesco, por exemplo, embora Jesus nunca fosse referido como belenense ou belemita, mas como nazareno pois habitava na cidade de Nazaré), para realçar a ligação entre os dois personagens através de seus atos, fortalecendo a ligação entre Israel, filho de Isaque, e o patriarca Abraão.

A narrativa da história de José, que visa explicar a origem das 12 Tribos de Israel, pode ter sido compilada por cronistas de Israel, no período em que os reinos de Israel e Judá estiveram divididos, durante o primeiro milênio antes de Cristo, pois toda a narrativa realça a importância e a nobreza de José (pai das meia-tribos de Efraim e Manassés, as tribos dominantes do Reino do Norte), em contrapartida com a indiferença e a inveja de Judá (a tribo predominante do Reino do Sul), refletindo o rancor das tribos de José e a tribo de Judá naquele período. Ao final da narrativa, quando Jacó chega ao Egito e abençoa seus filhos, à tribo de Judá é prometido que reinaria sobre todas as outras, o que contradiz a finalidade do restante da narrativa.

Como o livro veio ser canônico

Desde do começo, os primeiros cincos livros que compõem o conjunto dos canônicos como parte das Escrituras Hebraicas, foram aceitos pelos judeus como documentos autênticos. Assim, nos dias de Davi, os eventos registrados de Gênesis a Primeiro Samuel eram plenamente aceitos como a verdadeira história da nação e dos tratos de seu Deus com eles.

No entanto, adversários das Escrituras Hebraicas têm atacado fortemente o Pentateuco, em particular no que tange à autenticidade e à autoria. Por outro lado, ironicamente a reconhecimento dos judeus, de que Moisés foi o escritor do Pentateuco, podemos salientar o testemunho de antigos escritores, alguns dos quais eram inimigos dos judeus. Hecateu de Abdera, o historiador egípcio Mâneto, Lisímaco de Alexandria, Eupolemo, Tácito e Juvenal, todos atribuem a Moisés o estabelecimento do código de leis que distinguia os judeus das outras nações, e a maioria menciona em especial que ele assentou suas leis por escrito. Numênio, o filósofo pitagórico, até mesmo menciona Janes e Jambres como os sacerdotes egípcios que opuseram a Moisés. (2 Tim. 3:8) Estes autores abrangem um período que se estende do tempo de Alexandre (quarto século a.C), quando os gregos se interessaram pela primeira vez na história judaica, ao do Imperador Aureliano (terceiro século d.C). Muitos outros antigos escritores mencionam Moisés como líder, governante ou legislador.

Apesar do estrito cuidado dos copistas dos manuscritos da Bíblia, introduziram-se no texto alguns pequenos erros e alterações de escribas. Ao todo, são insignificantes e não alteram a integridade geral das Escrituras. Foram descobertos e corrigidos por meio de cuidadosa colação erudita ou comparação crítica dos muitos manuscritos e versões antigos existentes.

Quanto ao estudo crítico do texto hebraico, teve seu inicio, por parte dos eruditos no século XVIII. Nos anos de 1776-80, em Oxford, Benjamin Kennicott publicou variantes de mais de 600 manuscritos hebraicos. Daí, em 1784-98, em Parma, o erudito italiano J. B. de Rossi publicou variantes de mais de 800 manuscritos. O hebraísta S. Baer, da Alemanha, também produziu um texto-padrão. Mais recentemente, C. D. Ginsburg dedicou muitos anos a produzir um texto-padrão crítico da Bíblia hebraica. Foi publicado pela primeira vez em 1894, passando por revisão final em 1926. Neste, fornecendo um estudo textual por meio de notas de rodapé, que comparam muitos manuscritos hebraicos do texto massorético. O texto básico usado por ele foi o texto de Ben Chayyim. Mas, quando os mais antigos e superiores textos massoréticos de Ben Asher se tornaram disponíveis, Kittel empreendeu a produção de uma terceira edição, inteiramente nova, que após a sua morte foi completada por seus colegas. Joseph Rotherham usou a edição de 1894 deste texto na produção da sua tradução inglesa, The Emphasised Bible (A Bíblia Enfatizada), em 1902, e o Professor Max L. Margolis, associado a colaboradores, usou os textos de Ginsburg e de Baer na produção da sua tradução das Escrituras Hebraicas, em 1917.

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