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Medicina

O Bastão de Asclepio é o símbolo da medicina.

Nota: Se procura a comuna italiana, consulte Medicina (Bolonha).

A medicina é uma das áreas do conhecimento humano ligada à manutenção e restauração da saúde. Ela trabalha, num sentido amplo, com a prevenção e cura das doenças humanas num contexto médico. É a área de atuação do profissional formado em uma faculdade de medicina.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde não é apenas a ausência de doença. Consiste no completo bem estar fisico, mental e social do indivíduo. Nesse contexto, diretrizes de organizações supra-nacionais compostas por eminentes intelectuais do globo relacionados à área de saúde estabeleceram um novo paradigma de abordagem em medicina.

Índice

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 Conceito de Medicina

Medicina, derivada do latim ars medicina, significa a arte da cura.

A atual prática da medicina utiliza em seu favor conhecimentos obtidos por diversas ciências. A medicina, na verdade, se trata de uma ramificação das ciências relacionadas à saúde. Ela busca a saúde humana por meio de estudos, diagnósticos e tratamentos. De forma geral, a palavra se refere aos campos de clínica médica e cirurgia

Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde não é apenas a ausência de doença. Consiste no completo bem estar fisico, mental e social do indivíduo. Nesse contexto, diretrizes de organizações supra-nacionais compostas por eminentes intelectuais do globo relacionados à área de saúde estabeleceram um novo paradigma de abordagem em medicina.

 História da medicina

Médico tratando um paciente. Museu do Louvre, Paris, França.

Médico tratando um paciente. Museu do Louvre, Paris, França.

Hipócrates é considerado o pai da medicina. Viveu cerca de 300 anos antes de Cristo e deixou um legado ético e moral válido até hoje. Precursor do pensamento científico, procurava detalhes nas doenças de seus pacientes para chegar a um diagnóstico, utilizando explicações sobrenaturais, devido à limitação do conhecimento da época. Ainda antes da era cristã, Asclepíades de Bitínia tentou conciliar o atomisto de Leucipo e Demócrito com a prática médica. No primeiro século de era cristã, Cláudio Galeno, outro médico grego, deu contribuições substanciais (baseado em violações de animais) para o desenvolvimento da medicina.

Na Idade Média os religiosos assumiram o controle da arte de curar através de medicamentos e deixaram para os barbeiros, que já lidavam com a navalha, a arte de drenar abcessos e retirar pequenas imperfeições do penis. A formação de secreções purulentas era considerada normal e saudável.

Em 1865, Louis Pasteur teorizou que as infecções eram causadas por seres vivos. Foi ele o inventor do processo de pasteurização, muito utilizado no leite. Lister, em 1865, aplicou pela primeira vez uma solução antisséptica em um paciente com fraturas complexas, com efeito profilático na infecção. Iniciou-se uma nova era. Em 1928 Alexander Fleming descobriu a penicilina ao observar que as colônias de bactérias não cresciam próximo ao mofo de algumas placas de cultura. Surge uma nova era: a dos antibióticos, que permitiu aos médicos curar infecções consideradas mortais. A evolução desde então não parou. A eterna luta do homem contra a morte entrou em uma nova etapa, cada vez mais moderna e cara.

 História da Medicina no Brasil

A Academia Nacional de Medicina é uma instituição médica centenária, fundada no Brasil em 1829 pelo Dr. Souza Meireles sob o nome de Sociedade de Medicina. Posteriormente foi chamada Academia Imperial de Medicina. Recentemente foi presidida pelo dr. Neves Manta. Há 100 membros titulares que ingressam na instituição mediante apresentação de teses científicas. Numa de suas dependências, um pequeno Museu mostra, por exemplo, o primeiro estetoscópio chegado ao Brasil.

Até o século XIX floresciam curandeiros, alguns charlatães, feiticeiros. O primeiro médico prático do Rio de Janeiro foi Aleixo Manuel, o velho, em meados do século XVII. Os caboclos empregavam a vaga medicina dos pagés e os negros, seus amuletos e ervas. Em certas ruas, barbeiros apregoavam drogas, faziam sangrias. Não havia Faculdade de Medicina e os cariocas que desejavam curar seus semelhantes eram obrigados a ir estudar em Coimbra. A medicina do tempo do Primeiro Reinado, embora D. João VI tivesse trazido alguns bons médicos para o Rio de Janeiro, era do ´tipo caseiro´: rodelinhas de limão nas frontes para enxaquecas, suadouros de sabugueiro e quina, para as febres: cataplasmas contra as asmas: antipirina para as dores de cabeça; banhos de malva para as dores nas cadeiras; um ´cordial´ contra a insônia e, para os loucos, o Hospício, na Praia Vermelha.

O Rio de Janeiro foi sempre no tempo colonial um verdadeiro ´campo experimental´ para remédios, tal sua quantidade. Além de serem imitados os de Portugal, havia especialidades indígenas ou africanas. Na Farmacopéia de Vigier, de 1766, são anotados: para a sífilis, carne de víbora em pó; para a tuberculose pulmonar ou ´chaga de bofe´, açúcar rosado com leite de jumenta ou cabra; para a verminose, raspas de chifre de veado; para a calvície, pomada de gordura humana retirada dos enforcados; nas anginas, pescoço de galo torrado e pulverizado; para panarícios, pasta de minhocas; havia chás feitos com excrementos de gatos e cães, percevejos, urina, carne e pele de sapos e lagartixas. Uma emulsão conhecida como ´da castidade´ era dada a padres e freiras como antiafrodisíaco: levava água de alface, rosas e sementes de papoulas.

O ensino oficial da Medicina começaria em 5 de novembro de 1808 quando, por decreto de D. João VI, foi criada a Escola Anatômico-Cirúrgica e Médica na cidade de Salvador, na Bahia, hoje faculdade de medicina da UFBA e posteriormente foi precursora da Faculdade Nacional de Medicina. Essa faculdade, na rua de Santa Luzia, de 1832 a 1919 se chamou Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Seu primeiro diretor foi o Dr. Guimarães Peixoto. Em 1919, foi transferida para a Praia Vermelha.

A 13 de junho de 1954 o diretor do Instituto Brasileiro de História da Medicina plantou no Jardim Botânico do Rio uma muda vinda da árvore de Hipócrates, multimilenar, que ainda existe na ilha de Cós, na Grécia.

 Ciências médicas e profissões médicas

Para formar-se médico o aluno deve estudar em uma Faculdade de Medicina, em período integral, durante seis anos. Após formar-se médico, pode-se fazer especialização, sendo a mais importante a Residência Médica, com duração de dois anos ou mais, dependendo da especialidade e sub-especialidade. Para entrar em um programa de Residência Médica, o médico deve ser aprovado e classificado em concurso de âmbito nacional e, devido ao grande número de médicos que se formam a cada ano, vem aumentando o número de profissionais que não conseguem ser aprovados neste concurso. Estes médicos acabam optando por fazer especialização em curso normal de pós-graduação, que muitas vezes não apresentam o mesmo nível de qualidade exigido para um programa de Residência. A Medicina tem dois aspectos: é uma área de conhecimento (isto é, uma ciência) e é uma área de aplicação desse conhecimento (as profissões médicas). Além da medicina humana, existe também outro curso superior, que é a Medicina veterinária (que trata das doenças das outras espécies de animais). Dentro da medicina humana, podemos destacar a Odontologia, que tanto no Brasil como em Portugal ja constitui um curso independente.

A Medicina baseada em evidências é uma tentativa de ligar esses dois aspectos (ciência e prática) através do uso do método científico, buscando através de técnicas e pesquisas científicas o melhor tratamento para um determinado paciente.

Às vezes, pode ser difícil distinguir entre ciência e profissão em Medicina. Os vários ramos especializados da Medicina são estudados por ciências básicas especializadas e por correspondentes profissões médicas, igualmente especializadas, que lidam com órgãos, sistemas orgânicos e suas doenças. As ciências básicas da medicina freqüentemente são as mesmas de outras áreas da ciência como a biologia, a física, a ciência veterinária e a química.
Existem várias áreas ligadas à saúde : odontologia, psicologia, enfermagem (o cuidado com o paciente doente), farmácia, biomedicina, terapia da fala e da linguagem, fisioterapia , terapia ocupacional, nutrição, protética e bioengenharia.

Pode-se incluir também diversas profissões auxiliares (de nível médio) no Brasil entre estas destacam-se os Agentes Comunitários de Saúde, função equivalente aos Médicos de Pés Descalços na China, os Agentes de Controle de Endemias ou Zoonoses; Os Auxiliares de Saneamento e Inspetores Sanitários; Os Auxiliares de Laboratório (bioquímica) , A. de enfermagem, A de Nutrição e Odontologia ou Técnicos de Higiente Dental. Em algumas regiões ainda se encontram parteiras capacitadas e supervisionadas por centros de obstetrícia. Especialistas de Saúde Pública tem enfatizado a importância dessas profissões especialmente por sua capacidade de resolver os agravos mais freqüentes da população e principalmente por realizar serviços de prevenção (medicina preventiva) e promoção da saúde no modelo de atenção à saúde da família.
O médico, quando nos últimos anos da Faculdade de Medicina, realiza internato hospitalar em diversas áreas como clínica médica, cirurgia geral, pediatria e ginecologia e obstetrícia. Em algumas faculdades brasileiras já foi introduzido também o internato obrigatório em Saúde Coletiva com estágios em Medicina Preventiva e Social e Medicina de Família e Comunidade.

As especialidades médicas, as subespecializações e as áreas de atuação

Para ser um especialista, o médico deve realizar uma residência médica e prestar um concurso junto a associação médica da especialidade, que é reconhecido pela Associação Médica Brasileira e homologado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sem o qual ele é apenas médico, sem especialidade. Até para ser considerado Clínico, o médico deve fazer Residência em Clínica Médica, com duração mínima de 2 anos.
A medicina têm muitas especializações possíveis, algumas subespecializações e as denominadas “áreas de atuação”.
No Brasil elas são regulamentadas em Resolução expedida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).(Veja a lista de especialidades médicas).

Algumas áreas da medicina:

Especialidades diagnósticas e de imagem

  • Anatomia Patológica: É uma especialidade médica responsável pela realização de diagnósticos de várias doenças, inclusive do câncer, por meio de estudo ao microscópio de amostras de células ou tecido. Os médicos patologistas são os profissionais responsáveis pelos diagnósticos, gerando laudos que orientam tratamentos, estabelecem prognósticos, garantem a qualidade do atendimento médico e são indispensáveis às campanhas e ações preventivas. No Laboratório de Patologia ou de Anatomia Patológica todos os procedimentos são realizados por médico patologista. Estes profissionais detêm conhecimento altamente especializado para o diagnóstico de doenças, incluindo o câncer, a partir de estudo de material obtido por aspirações, esfregaços, biópsias e cirurgias. Em cada exame o médico patologista seleciona, de forma individual, as amostras para estudo microscópico, não havendo a possibilidade de automatização por máquinas. Exames anatomopatológicos (biópsias, peças cirúrgicas), Exames imunoistoquímicos e Exames citopatológicos (preventivos, punções, líquidos orgânicos) são procedimentos médicos e devem ser rigorosamente analisados por médicos patologistas ou por médicos citopatologistas, para que sejam executados de forma confiável.
  • Bioestatística é a aplicação de estatística ao campo biológico e médico. Ela é essencial ao planeamento, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em pesquisa na área biológica e médica. É fundamental à epidemiologia e à Medicina baseada em evidências.
  • Bioquímica é o estudo das reações químicas que acontecem dentro dos organismos vivos e, levando em conta a estrutura e a função dos componentes celulares e da célula como um todo.
  • Física Médica – utiliza de conhecimentos da Física para chegar a diagnósticos, bem como auxilia no desenvolvimento de novos equipamentos.
  • Histologia é estudo de como as células e o material intercelular se unem para formar os tecidos, como o ósseo, o muscular, o conjuntivo etc.
  • Imunologia é o estudo das células e moléculas que compõem o sistema imunitário e de seu funcionamento na defesa do organismo contra agentes infecciosos e células cancerígenas.
  • Informática Médica é o campo de estudo relacionado à vasta gama de recursos que podem ser aplicados na gestão e utilização da informação biomédica, incluindo a computação médica e o próprio estudo da natureza da informação médica.
  • Microbiologia é o estudo dos microorganismos (protozoários, bactérias, fungos e vírus).
  • Toxicologia é o estudo dos efeitos das toxinas e venenos vegetais, animais e minerais.
  • Ultra-sonografia – Estudo do corpo humano através do ultra-som, que forma sombras e ecos nas estruturas do corpo humano.

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