apendicite

Apendicite

CID10 K35.K37.
CID9 540543
DiseasesDB 885
MedlinePlus 000256
eMedicine med/3430  emerg/41 ped/127 ped/2925
MeSH C06.405.205.099

Apendicite é a inflamação do apêndice cecal, uma bolsa em forma de verme do intestino grosso. A apendicite mais comum é a Apendicite aguda, que apesar de poder ocorrer em qualquer idade é muito mais comum na adolescência. É extremamente comum, afectando mais de 7% de toda a população em algum momento das suas vidas.

A Apendicite crónica é na verdade composta de apendicites subagudas repetidas, que levam a inflamação continua.

Ínce

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 Etimologia

Até recentemente julgava-se que as apendicites surgiam após obstrução continuada do seu lúmen por uma massa sólida. Hoje sabe-se que as obstruções permanentes serão responsáveis apenas por uma minoria dos casos. Por possuir seu óstio no ceco, pode entrar e ficar retido um fecalito ou coprolito (pequena pedra de fezes), ou mais raramente um pequeno parasita intestinal, dificultando seu esvaziamento. Outras causas são cálculos da vesícula biliar, ou aumento de volume dos gânglios linfáticos locais. As bactérias que permaneceram na luz do apêndice produzem gases que ficam retidos na cavidade, causando distensão da parede do apêndice e dor. Este aumento da pressão dentro do lúmen do orgão, gerando isquemia (déficit de oxigênio). Após várias horas de deficiência de oxigênio, a isquemia transforma-se em necrose (morte das células), que estimula maior multiplicação das bactérias.

A maioria dos casos deverá ser devido à infecção directa do apêndice aberto ou após breve obstrução.

 Complicações

  1. A complicação mais comum é a perfuração livre do orgão para a cavidade peritoneal, com extravassamento de fezes e pus para fora da alça intestinal. As bactérias invadem o liquido peritoneal (peritonite), uma situação altamente perigosa e freqüentemente mortal de forma fulminante.
  2. Outra complicação é a invasão do sangue com septicemia e coagulação intravascular disseminada, muitas vezes letal.
  3. Formação de abcesso bacteriano.
  4. Trombose da veia porta.

 Diagnóstico

O diagnóstico de apendicite é díficil devido ao grande número de casos que apresentam apenas alguns, ou até nenhum sintoma específico até muito tarde na progressão da doença. As apendicites com poucos sintomas são mais freqüentes em idosos ou crianças pequenas. Outro problema é que o apêndice pode ter localizações raras, o que dificulta a atribuição de uma dor num local onde ele não seja comum (como no lado esquerdo). Contudo, a apendicite, se não tratada, é muitas vezes mortal, e mesmo as apendicites atípicas são mais frequentes que qualquer outra causa de ventre agudo, logo são sempre diagnosticadas cerca de 20% de falsas apendicites.

Os sintomas clássicos (que, como foi dito, ocorrem em uma minoria) são:

  1. Dor difusa contínua no abdôme, junto do umbigo, movendo-se por vezes para o quadrante inferior direito após algumas horas (no ponto de MacBurney. Por vezes é muito moderada em intensidade.
  2. Sensibilidade ao toque no ventre, por vezes com alguma defesa dos músculos.
  3. Náusea e vômito.
  4. Febre baixa.¨
  5. Fome.

Estes sintomas geralmente se agravam com a progressão da doença.

Análises do sangue poderão mostrar leucocitose (aumento da quantidade de leucócitos). Em casos duvidosos é aconselhável uma tomografia computadorizada (TC) abdominal, que mostrará a parede do apêndice inchada e com edema. Entretanto, o uso de TC em mulheres grávidas e em crianças é significativamente limitado, devido a questões envolvendo exposição à radiação.

Sinais apresentados

Diagnóstico Diferencial

São outras condições que podem dar sintomas que simulem uma apendicite:

  1. Salpingite aguda (infecção das tubas uterinas)
  2. Doença inflamatória pélvica
  3. ITUs (infecções do sistema excretor (antigo trato ou aparelho urinário)
  4. Dismenorréia (menstruação alterada com dores intensas)
  5. Isquemia mesentérica (do intestino por acidente vascular ou volvo)
  6. Hérnia intestinal
  7. Colecistite aguda
  8. Enterocolite
  9. Gravidez ectópica
  10. Diverticulite

 Exames

A maioria dos pacientes com apendicite aguda mostra alteração no hemograma, caracterizada por aumento do número das células de defesa (leucócitos), que variam de 10000 a 20000 células (o normal é de até 10000 células). O exame de urina também pode mostrar alteração, devido ao contato do apêndice inflamado com o ureter e a bexiga.

Quanto aos exames de imagem, os mais utilizados atualmente são a ultra-sonografia e a tomografia computadorizada de abdome. Estes exames mostram o espessamento do apêndice e a presença de pus ao seu redor (abscesso). Além disso, estes exames também são úteis para o diagnóstico de outras doenças que causam dor abdominal, e que podem ser confundidas com apendicite, principalmente nas mulheres (cisto de ovário, gravidez tubária). Os estudos atuais mostram que a tomografia computadorizada mostra maior eficácia do que a ultra-sonografia para os diagnósticos de apendicite aguda.

Tratamento

O tratamento da apendicite é a retirada do apêndice, cirurgia chamada de apendicectomia. No entanto, devido ao quadro infeccioso associado, todos os pacientes devem receber antibióticos, tanto no período pré-operatório, quanto no pós-operatório.

Atualmente, o método indicado para a realização da apendicectomia é a cirurgia vídeo-laparoscópica, realizada através de 3 pequenas incisões, e com o auxílio de um monitor. Este tipo de cirurgia permite uma recuperação mais rápida, devido ao pequeno tamanho das incisões, além de um melhor efeito estético. Além disso, a cirurgia vídeo-laparoscópica permite a inspeção de toda a cavidade abdominal, excluindo-se assim, outras causas de dor abdominal. Nos casos em que há um grande abscesso, há a necessidade de colocação de dreno para o completo esvaziamento do pus da cavidade abdominal.

O tempo de internação varia de 24 a 72 horas em média, dependendo sempre do aspecto do apêndice e da presença de pus no momento da cirurgia.

 Pós-Operatorio.

O paciente pode ter o diagnostico de prisão de ventre, no qual pode ser tratado com alimentação leve com bastante fibras, como frutas e saladas, beber muita agua, caso o paciente persistir, um remedio para o sintoma pode ser prescrito.

A recuperacao de pacientes que foram operados é relativamente rápida, de 2 a 6 semanas, dependendo da idade e disponibilidade de repouso do mesmo. Porem em 3 dias, o paciente já pode andar.

Peso, caminhadas rápidas sao contra indicados.

 Anatomia Patológica

O exame do apêndice retirado na cirurgia serve de confirmação do diagnóstico. Há infiltrado inflamatório constituido por neutrófilos, congestão dos vasos, edema e serosa avermelhada. Em casos avançados (denominados apendicites supurativas agudas) há grandes quantidades de pús intraluminais, e áreas de necrose da parede.

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