bulimia

Bulimia nervosa

CID10 F50.2
CID9 307.51

Bulimia nervosa é uma disfunção alimentar associada à anorexia nervosa, com um diferencial: a pessoa bulímica tende a apresentar períodos em que se alimenta em excesso, seguidos pelo sentimento de culpa por causa do ganho de peso. Para “compensar” o ganho de massa, o bulímico exercita-se de forma desmedida, vomita o que come e/ou faz uso excessivo de purgantes e diuréticos.

Além dos mesmos danos à saúde causado pela anorexia, a bulimia nervosa tem outras complicações, tais como : danos severos ao esôfago, às glândulas salivares e aos dentes, por causa do ácido estomacal, presente no vômito, que corrói tais órgãos,o que em alguns casos pode levar à morte.

Pacientes bulímicos costumam envergonhar-se de seus problemas alimentares e, assim, buscam ocultar seus sintomas. Dessa forma, as compulsões periódicas geralmente ocorrem sem o conhecimento dos pais, dos amigos ou das pessoas próximas.
Após a Bulimia ter persistido por algum tempo, os pacientes podem afirmar que seus episódios compulsivos não mais se caracterizam por um sentimento agudo de perda de controle, mas sim por indicadores comportamentais de prejuízo do controle, tais como dificuldade a resistir em comer em excesso ou dificuldade para cessar um episódio compulsivo, uma vez que iniciado.
Esses pacientes podem “jejuar” por um dia ou mais ou exercitar-se excessivamente na tentativa de compensar o comer compulsivo

desnutriçao

Desnutrição

A desnutrição é uma doença causada por dieta inapropriada, hipocalórica e hipoprotéica; também pode ser causada por má-absorção de nutrientes ou anorexia. Tem influência de fator social, psiquiátrico ou simplesmente patológico. Acontece principalmente em indivíduos de baixa classe social e principalmente as crianças de países subdesenvolvidos.

 Causas

A causa mais freqüente da desnutrição é a má alimentação pela pobreza. Há anorexia e bulimia causada por doença psiquiátrica, acontece principalmente em mulheres que nunca estão satisfeitas com sua auto-imagem, apesar de serem de fato extremamente magras. Ainda, outras patologias podem desencadear má absorção ou dificuldade de alimentação (disfagia) e causar a desnutrição.

 Fisiopatologia e quadro clínico

Em um indivíduo primeiramente com estado nutricional normal, ao ter sua alimentação altamente limitada, sofre primeiramente com o gasto energético. Gasta-se rapidamente os ATPs produzidos pelas mitocôndrias e em seguida a glicose dos tecidos e do sangue com a liberação de insulina.

Com o esgotamento da glicose, a próxima fonte de energia a ser utilizada é o glicogênio armazenado nos músculos e no fígado. Ele é rapidamente lisado em glicose e fornece um aporte razoável de energia. Sua depleção irá causar apatia, prostração e até síncopes – o cérebro que utiliza apenas a glicose, como fonte de energia sofre muito quando há hipoglicemia.

Em seguida, a gordura é liberada das reservas da boça adiposas e transportada para o fígado a fim de produção de novas moléculas de glicose (gliconeogênese). Isso causará aumento da acidez sangüinea pela liberação de corpos cetônicos resultante desse metabolismo. O organismo tende a compensar a ceto-acidose com bicarbonatos na circulação.

A pele fica mais fina, sem o tecido adiposo subcutâneo. Nessa etapa, as proteínas dos músculos e do fígado passam a ser a fonte final de energia. Na verdade, o organismo pode usar ainda várias substâncias como fonte de energia além dessas, se for possível. Há grande perda de massa muscular e as feições do indivíduo ficam mais próximas ao esqueleto e caveira. A força muscular é mínima, no cas e a conseqüência seguinte é o óbito.

 Complicações

Coração: o coração perde massa muscular, assim como os outros músculos do corpo. Em estágio mais avançado há insuficiência cardíaca e posteriormente morte.

Sistema imune: torna-se ineficiente. O corpo humano não vai ter os nutrientes necessários para produzir as células de defesa. Logo, é comum infecções intestinais subseqüentes, respiratórias e outros acometimentos. A duração das doenças é maior e o prognóstico é sempre pior em comparação a indivíduos normais. A cicatrização é lentificada.

Sangue: É possível ocorrer um quadro de anemia ferropriva relacionada à desnutrição.

Trato gastro-intestinal: há menor secreção de HCl pelo estômago, tornando esse ambiente mais propício para proliferação bacteriana. O intestino diminui seu ritmo de peristalse e a absorção de nutrientes fica muito reduzida.