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Copa do Mundo FIFa

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Nota: Para outras competições denominadas Copa do Mundo, ver Copa do Mundo (desambiguação)

Artigo do
Projeto
Copa do
Mundo
Copa do Mundo FIFA
Current season or competition Copa do Mundo de 2006
Esporte Futebol
Fundação 1930
Número de seleções 32
Continente Internacional (FIFA)
Atual campeão  Itália
Site Oficial fifaworldcup.com

A Copa do Mundo, ou Campeonato Mundial de Futebol, é um torneio de futebol masculino realizado a cada quatro anos pela FIFA. Começou em 1930, com a vitória da seleção do Uruguai. No primeiro mundial, não havia torneio eliminatório, e os países foram convidados para o torneio. Nos anos de 1942 e 1946, a Copa não ocorreu devido à Segunda Guerra Mundial. O Brasil possui a seleção com mais títulos mundiais, o único país pentacampeão e o único a ter vencido o torneio fora do seu continente. É também o único país a ter participado de todas os Campeonatos. Segue-se a seleção tetracampeã da Itália, a tricampeã Alemanha, as bicampeãs Argentina e Uruguai e, por fim, as seleções da Inglaterra e da França, com um único título.

A Copa do Mundo é o segundo maior evento desportivo do mundo, ficando atrás apenas dos Jogos Olímpicos de Verão. É realizada a cada quatro anos, tendo sido sediada pela última vez em 2006 na Alemanha, com a Itália como campeã, ficando a França em segundo lugar, o país organizador a Alemanha em terceiro e Portugal em quarto. Em 2010, será na África do Sul e em 2014, o Brasil será o país sede, conforme anúncio da FIFA no dia 30 de outubro de 2007. As últimas três Copas do Mundo tiveram 32 participantes, o que provavelmente será mantido para as próximas Copas.

Índice

[esconder]

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 História

As primeiras competições internacionais

O primeiro amistoso internacional de futebol foi jogado em 1872, entre a Inglaterra e Escócia, num momento em que o esporte era raramente praticado fora da Grã-Bretanha. No final do século XIX o futebol começou a ganhar mais adeptos, e por isso se tornou um esporte de demonstração (sem disputa de medalhas) nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906, até se tornar uma competição oficial nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908. Organizada pela Football Association, era um evento para jogadores amadores, e na época não foi considerado uma real competição, mas sim um mero espetáculo. A seleção amadora da Inglaterra foi a campeã nas duas edições, 1908 e 1912.

Em 1914 a FIFA reconheceu o torneio olímpico como uma “competição global de futebol amador”[1], tomando para si a responsabilidade em organizá-lo. Com isso na edição de 1924 houve a primeira disputa de futebol intercontinental. O Uruguai foi a campeã nas duas edições, 1924[2] e 1928. Em 28 de Maio de 1928 a FIFA tomou a decisão de fazer a competição em separado, não sendo mais um esporte dos Jogos Olímpicos de Verão. Para celebrar o centenário da independência do Uruguai em 1930 foi-se decidido que a sede da competição seria no país sul-americano, no mesmo ano.

A primeira Copa do Mundo oficial

O Estádio Centenário, local da primeira final da Copa do Mundo, em 1930, na cidade de Montevidéu, Uruguai

O Estádio Centenário, local da primeira final da Copa do Mundo, em 1930, na cidade de Montevidéu, Uruguai

Só treze seleções participaram da primeira Copa, sete da América Latina (Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru), quatro da Europa (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) e duas da América do Norte (México e EUA) Muitas seleções européias desistiram da competição devido à longa e cansativa viagem pelo Oceano Atlântico.

As duas primeiras partidas da Copa ocorreram simultaneamente, sendo vencidas pela França e EUA, que venceram a México por 4 a 1 e a Bélgica por 3 a 0, respectivamente. O primeiro gol em Copas do Mundo foi marcado pelo jogador francês Lucien Laurent. A final foi entre o Uruguai e a Argentina, tendo os uruguaios vencido o jogo por 4 a 2, no Estádio Centenário, em Montevidéu, com um público estimado de 93 mil espectadores.[3]

O artilheiro deste torneio foi o argentino Guillermo Stábile.

Crescimento

Globo em forma de bola de futebol em Nuremberga, Alemanha, como propaganda da Copa do Mundo de 2006. O torneio cresceu ao longo do tempo até se tornar a maior competição esportiva do planeta.

Globo em forma de bola de futebol em Nuremberga, Alemanha, como propaganda da Copa do Mundo de 2006. O torneio cresceu ao longo do tempo até se tornar a maior competição esportiva do planeta.

Os problemas que atrapalhavam as primeiras edições do torneio eram as dificuldades da época para uma viagem intercontinental. Nas Copas de 1934 e 1938, realizadas na Europa, houve uma pequena participação dos países sul-americanos. Só a seleção brasileira esteve presente nessas duas edições.(Algumas seleções sulamericanas boicotaram o copa de 1938 que, de acordo com o rodízio, deveria ser na américa). Já as edições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial.

A Copa do Mundo de 1950 foi a primeira a ter participantes britânicos. Eles tinham se retirado da FIFA em 1920, por se recusarem a jogar com países que tinham guerreado recentemente e por um protesto da influência estrangeira no [futebol, já que o esporte era uma “invenção” britânica e esses países consideravam que o mesmo tinha sido deturpado pelo modo de jogar estrangeiro[4]. Contudo, eles voltariam a ser membros da FIFA em 1946. O torneio também teve a volta da participação do Uruguai, que tinha boicotado as duas edições anteriores.

Nas Copas de 1934 até 1978 havia 16 seleções classificadas para a fase final (exceto nos raros casos onde houve desistência). A maioria era da América Latina e Europa, com uma pequena minoria da África, Ásia e Oceania. Essas seleções normalmente não passavam da primeira fase, sendo facilmente derrotadas (com exceção da Coréia do Norte, que chegou às quartas-de-final em 1966).

A fase final foi expandida para 24 seleções em 1982, e 32 em 1998, permitindo que mais seleções da África, Ásia e América do Norte pudessem participar. Nos últimos anos esses novos participantes têm conseguido se destacar mais, como Camarões chegando as quartas-de-final em 1990 e Coréia do Sul, Senegal e EUA passando às quartas-de-final em 2002, ainda com a Coréia do Sul chegando ao quarto lugar.

Troféu

Troféu da Copa do Mundo FIFA, em um Selo postal alemão

Troféu da Copa do Mundo FIFA, em um Selo postal alemão

De 1930 a 1970 a Taça Jules Rimet era dada aos campeões de cada edição. Inicialmente conhecida como Taça do Mundo ou Coupe du Monde (em francês), foi renomeada em 1946 em homenagem ao presidente da FIFA responsável pela primeira edição do torneio, em 1930. Em 1970, com a terceira vitória da seleção brasileira a mesma ganhou o direito ter a posse permanente da taça. Contudo, ela foi roubada da sede da CBF em dezembro de 1983, e nunca foi encontrada. Acredita-se que os ladrões a tenham derretido.[5]

Depois de 1970 uma nova taça, chamada Troféu da Copa do Mundo FIFA ou FIFA World Cup Trophy (em Inglês), foi criada. Diferentemente da Taça Jules Rimet, ela não irá para qualquer seleção, independente do número de títulos. Argentina, Alemanha, Brasil e Itália são os maiores ganhadores dessa nova taça, com dois títulos cada um. Ela só será trocada quando a placa em seu pé estiver totalmente preenchida com os nomes dos campeões de cada edição, o que só ocorrerá em 2038.

Transmissões

A Copa do Mundo, assim como os Jogos Olímpicos, é transmitida em todos cantos do planeta, pela televisão, rádio e a internet. No Brasil, a única emissora de TV aberta que detém os direitos de transmissão é a Rede Globo. Desde 2002, a emissora carioca exibe o evento de forma exclusiva. Na TV por assinatura, os canais como Sportv, ESPN, e Band Sports exibem a Copa. A primeira Copa a ser transmitida pela TV foi a de 1954, porém as imagens eram em preto e branco. Também no Brasil, outras emissoras da TV aberta exibiram o evento como a Rede Bandeirantes(1970 – 1998) ,Rede Record(1982 – 1998), o SBT (1986 – 1998), a Rede Manchete (1986 – 1998) e a TV Cultura (1974 – 1982).

 Formato

Eliminatórias

Desde a segunda edição do torneio, em 1934, eliminatórias têm sido feitas para diminuir o tamanho da fase final. Elas são disputadas nas seis zonas continentais da FIFA (África, Ásia, América do Norte e América Central e Caribe, Europa, Oceania e América do Sul) organizadas por suas respectivas confederações. Antes de cada edição do torneio a FIFA decide quantas vagas cada zona continental terá direito, levando em conta fatores como número de seleções e força de cada confederação. O lobby dessas confederações por mais vagas também costuma ser bastante comum.

As eliminatórias podem começar três anos antes da fase final, e duram um pouco mais que dois anos. O formato de cada eliminatória difere de acordo com cada confederação. Normalmente uma ou duas vagas são reservadas para os ganhadores dos play-offs internacionais. Por exemplo, o campeão da eliminatória da Oceania e o quinto colocado da América do Sul disputaram um play-off para decidir quem ficaria com a vaga da fase final Copa do Mundo de 2006.[6] Da Copa de 1938 para cá os campeões de cada edição eram automaticamente classificados para a próxima Copa, sem precisar passar pelas suas eliminatórias. Contudo, a partir da edição de 2006 o campeão é obrigado a se classificar normalmente como qualquer outra seleção. O Brasil, vencedor em 2002, foi o primeiro campeão a ter que disputar uma eliminatória para a Copa seguinte.[7]. Hoje apenas o país sede está automaticamente classificado.

 Fase final

A fase final do torneio tem 32 seleções competindo por um mês no país anfitrião. A fase final é dividida em duas fases: a fase de grupos e a fase do mata-mata, ou eliminatória.

Na primeira fase (grupos) as seleções são colocadas em oito grupos de quatro participantes. Oito seleções são a cabeça-de-chave de cada grupo (as seleções consideradas mais fortes) e as outras são sorteadas. Desde 1998 o sorteio é feito com que nunca duas seleções européias e mais que uma seleção da mesma confederação fiquem no mesmo grupo. Na fase de grupos cada seleção joga uma partida contra as seleções de seu grupo, e as duas que mais pontuarem se classificam para a fase do mata-mata. Desde 1994 a vitória numa partida vale três pontos, o empate um e a derrota nenhum. Antes, cada vitória valia dois pontos.

A fase de mata-mata é uma fase de eliminação rápida. Cada seleção joga apenas uma partida em cada estágio da fase (oitavas-de-final, quartas-de-final, semi-final e final) e a vencedor passa para o próxima estágio. Em caso de empate no tempo normal a partida é levada para a prorrogação e se o empate persistir há a disputa de pênaltis. As duas seleções eliminadas da semi-final fazem um jogo antes da final para decidirem o terceiro e quarto lugar.

 Escolha das sedes

Nas primeiras edições as sedes eram escolhidas em encontros nos congressos da FIFA. As escolhas eram sempre polêmicas devido a longa viagem da América do Sul à Europa (e vice-versa), as duas grande potências futebolísticas da época (e ainda hoje). A decisão da primeira Copa ser no Uruguai, por exemplo, levou à participação de apenas quatro seleções da Europa.[8] As duas Copas seguintes foram na Europa. A decisão de sediar a Copa do Mundo de 1938 na França foi outra grande polêmica, já que os países americanos desejavam um sistema rotativo de sedes. Ou seja, uma edição na Europa e a seguinte na América do Sul. Como a Copa de 1934 tinha sido na Itália, a sede da edição de 38 teria que ser teoricamente na América do Sul, o que de fato não ocorreu. Isso fez com que tanto o Uruguai e a Argentina boicotassem o torneio. [9]

Após a Segunda Guerra Mundial para evitar qualquer tipo de boicote ou controvérsia a FIFA adotou o padrão de rotacionar as sedes entre a América e a Europa, que foi usado até a Copa do Mundo de 1998. A edição de 2002, que teve como sede tanto Japão quanto Coréia do Sul foi a primeira sediada fora desses dois continentes. Já a edição de 2010 será a primeira na África, mais precisamente na África do Sul.

Em 30 de Novembro de 2007 foi decidido que a Copa do Mundo de 2014 será no Brasil. As cidades sedes dos jogos serão definidas em dezembro de 2008. Atualmente, 18 cidades estão na disputa e entre 10 e 12 serão escolhidas.

O sistema de escolha da sede evoluiu ao longo dos tempos, sendo hoje escolhido pela comitê executivo da FIFA, seis anos antes da Copa.

 Cobertura dos meios de comunicação

Goleo e Pille, mascotes da Copa do Mundo de 2006

Goleo e Pille, mascotes da Copa do Mundo de 2006

A primeira Copa do Mundo a ser televisionada foi a edição de 54. Hoje o evento é a competição esportiva mais assistida em todo o mundo, ultrapassando os Jogos Olímpicos.[10] A audiência total da Copa do Mundo de 2002 foi estimada em 2.800 bilhões de telespectadores, sendo que 1.100 bilhões assistiram à partida final. O sorteio, que decidiu a distribuição das seleções nos grupos foi acompanhada por mais de 300 milhões de pessoas.[11]

Cada Copa do Mundo têm como símbolo uma mascote. Willie foi o primeiro, em 1966. As mascotes da Copa do Mundo de 2006 foram Goleo, um leão, e Pille, uma bola de futebol.

 Primeira participação

A cada Copa do Mundo pelo menos uma seleção participa da competição pela primeira vez:

Obs.:A Copa de 2006 foi a terceira que contou com o maior número de participantes estreantes, atrás apenas das de 1930 e 1934.

Ano Número Seleção
1930 13  Argentina  Bélgica  Bolívia  Brasil  Chile  França  México  Paraguai  Peru Romênia  Estados Unidos  Uruguai  Iugoslávia(1)Predefinição:JAP
1934 16  Áustria Tchecoslováquia(2)  Egipto  Alemanha(4)  Hungria  Itália  Países Baixos  Espanha  Suécia Suíça
1938 16  Cuba Índias Orientais Holandesas(5)  Noruega  Polónia
1950 13  Inglaterra
1954 16  Coréia do Sul  Escócia  Turquia Alemanha Ocidental(4)
1958 16  Irlanda do Norte União Soviética(3)  País de Gales
1962 16  Bulgária  Colômbia
1966 16  Coréia do Norte  Portugal
1970 16 El Salvador  Israel Marrocos
1974 16  Austrália Alemanha Oriental(4) Haiti Zaire(6)
1978 16  Irã  Tunísia
1982 24  Argélia  Camarões  Honduras  Kuwait  Nova Zelândia
1986 24  Canadá Dinamarca Iraque
1990 24  Costa Rica Irlanda  Emirados Árabes Unidos
1994 24  Alemanha(4)  Grécia  Nigéria  Rússia(3)  Arábia Saudita
1998 32  Croácia(1)  Jamaica  Japão Africa do Sul  Iugoslávia(1)
2002 32 China  Equador Senegal  Eslovénia(1)
2006 32  Angola  Costa do Marfim  República Checa(2)  Gana  Sérvia e Montenegro(1)  Togo  Trinidad e Tobago  Ucrânia(3)
2010 32

Sede:2014 Brasil

(1):O Reino da Iugoslávia (1930) e a República Socialista Federal da Iugoslávia (19501990) se classificaram oito vezes para a Copa do Mundo com o nome de Iugoslávia antes da separação das repúblicas em 1992. Essa seleção é considerada distinta da que se classificou em 98, também Iugoslávia, mas com a configuração de Sérvia e Montenegro, classificada também em 2006. Tal seleção é considerada a predecessora das seleções da Sérvia e de Montenegro. O mesmo caso se aplica as outras nações resultantes do processo de separação: Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e República da Macedônia.

. Atualmente Sérvia e Montenegro são dois países distintos, sendo que as conquistas da antiga Ioguslávia pertencem ao novo país chamado Sérvia.

(2):A Tchecoslováquia foi divida em Eslováquia e República Checa em 1993. As duas seleções formadas a partir de então são consideradas distintas da Tchecoslováquia.
(3):A URSS foi dissolvida em 1991. As quinze repúblicas soviéticas hoje são consideradas distintas da URSS.
(4):Após a II Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, competindo separadamente de 1949 a 1990, quando houve a reunificação. A Alemanha reunificada se classificou para sua primeira Copa em 1994.. Oficialmente a FIFA atribui os resultados da Alemanha Ocidental, que classificou dez seleções de 1954 a 1990, para a Alemanha, já que elas tinham a mesma confederação e ambas representavam a “República Federativa da Alemanha“.
(5): A Indonésia competiu como as Índias Orientais Holandesas em 1938.
(6):A República Democrática do Congo competiu como Zaire em 1974.

Edições

Ano Sede Final Disputa do 3º lugar
1 Não houve disputa de terceiro lugar oficial na Copa do Mundo de 1930; Os Estados Unidos e a Iugoslávia perderam nas semifinais.

2 Não houve uma partida final oficial na Copa do Mundo de 1950. O torneio foi decidido em um grupo final disputado por quatro seleções. Contudo, a vitória do Uruguai sobre o Brasil por 2 a 1 foi a partida decisiva e que colocou os uruguaios à frente em pontos e assegurou-lhes terminar acima dos outros do grupo como campeões mundiais.

 Conquistas

 Por país

Mapa dos melhores resultados dos pases participantes

Mapa dos melhores resultados dos países participantes

Mapa dos países campeões

O  Brasil é o pas que mais vezes conquistou a Copa do Mundo.

O  Brasil é o país que mais vezes conquistou a Copa do Mundo.

Bolas e chuteiras das copas vencidas pelo Brasil, loja da Nike, Londres

Bolas e chuteiras das copas vencidas pelo Brasil, loja da Nike, Londres

Ao todo 207 seleções já competiram por uma vaga na Copa do Mundo, e 78 nações já se classificaram para a mesma pelo menos uma vez. Desses, só 11 já chegaram a final, e só 7 ganharam.

Com cinco vitórias em sete finais, e participação em todas as edições do torneio, o Brasil é a seleção mais vitoriosa da competição. O Brasil também é, junto com a Alemanha, a equipe que mais vezes chegou a final – foram sete vezes, sendo que na Copa do Mundo de 2002 envolveu um confrontro direto entre as duas, que foi ganho pelo Brasil.

Brasil e Alemanha são também as únicas equipes a participarem de três finais consecutivas (1994, 1998, 2002 e 1982, 1986, 1990, respectivamente). O Brasil ganhou duas (1994, 2002) e a Alemanha uma (1990; todas como Alemanha Ocidental). Das dezoito finais só duas tiveram uma repetição de antigos confrontos: Brasil e Itália se enfrentaram em 1970 e 1994, e Alemanha Ocidental e Argentina em 1986 e 1990. O Brasil, porém, é a unica seleção a ter participado a todas as copas.

Os campeões têm o direito de adicionar à sua camisa o número de estrelas proporcional ao número de títulos.

Abaixo há a lista de seleções que já terminaram pelo menos na quarta posição numa Copa do Mundo. A Alemanha é a primeira, com onze términos entre os quatros primeiros. Em amarelo os sete campeões mundiais.

Seleção Títulos Anos Vice Terceiro Quarto
 Brasil 5 1958, 1962, 1970, 1994, 2002 2 (1950*, 1998) 2 (1978, 1938) 1 (1974)
 Itália 4 1934*, 1938, 1982, 2006 2 (1970, 1994) 1 (1990*) 1 (1978)
 Alemanha 3 1954, 1974*, 1990 4 (1966, 1982, 1986, 2002) 3 (1934, 1970, 2006*) 1 (1958)
 Argentina 2 1978*, 1986 2 (1930, 1990)
 Uruguai1 2 1930*, 1950 2 (1954, 1970)
 França 1 1998* 1 (2006) 2 (1958, 1986) 1 (1982)
 Inglaterra 1 1966* 1 (1990)
Tchecoslováquia 2 (1934, 1962)
 Países Baixos 2 (1974, 1978) 1 (1998)
 Hungria 2 (1938, 1954)
 Suécia 1 (1958*) 2 (1950, 1994) 1 (1938)
 Polónia 2 (1974), (1982)
 Iugoslávia 1 (1930) 1 (1962)
 Portugal 1 (1966) 1 (2006)
 Croácia 1 (1998)
 Turquia 1 (2002)
 Chile 1 (1962)
 Coréia do Sul 1 (2002)
 Bulgária 1 (1994)
 Espanha 1 (1950)
* = Sedes
1Antes da primeira Copa do Mundo o campeonato mundial de futebol era considerado por muitos o torneio de futebol das Olimpíadas de Verão, disputados por duas vezes, em 1924 e 1928, e vencidos pelo Uruguai. Por isso, muitos uruguaios se consideram quatro vezes campeões mundiais mesmo sem nenhum respaldo oficial da FIFA.

 Por países-sede

Dos sete campeões seis ganharam pelo menos um título jogando em seu país. A exceção é Brasil, que perdeu a final da Copa do Mundo de 1950 para o Uruguai.

Inglaterra e França ganharam sua única Copa do Mundo em seu país (1966 e 1998 respectivamente). Uruguai e Argentina obtiveram seu primeiro título como sedes, para depois ambos ganharem mais uma Copa do Mundo.

Nações também consideradas como fracas também costumam obter bons resultados quando jogando em casa – a Suécia foi vice-campeã, na Copa do Mundo de 1958, o Chile ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo de 1962 e a Coréia do Sul ficou em quarto lugar na Copa do Mundo de 2002, tendo antes disso nunca passado da primeira fase. De fato, nunca uma seleção anfitriã não passou da primeira fase do torneio.

Ano País-sede Colocação
1938  França Quartas de final
1950  Brasil Vice-campeão
1954 Suíça Quartas de final
1958  Suécia Vice-campeã
1962  Chile Terceiro lugar
1970  México Quartas de final
1982  Espanha Oitavas de final
1986  México Quartas de final
1990  Itália Terceiro Lugar
1994  Estados Unidos Oitavas de final
2002  Coréia do Sul Quarto lugar
 Japão Oitavas de final
2006  Alemanha Terceiro lugar

 Por zonas continentais

Até agora a Copa do Mundo só foi ganha por seleções sul-americanas e européias. Curiosamente, nunca foi mantida uma diferença maior de um campeonato de diferença entre esses dois continentes, e também nenhuma seleção européia ganhou uma Copa do Mundo fora da Europa. Outro dado curioso é que apenas uma vez houve vitória no continente europeu de uma seleção não-européia o Brasil em 1958 na Suécia. A seleção do Brasil é a única a vencer fora de seu continente (1958 na Suécia e 2002 na Coréia do Sul/Japão).

Continente Melhores resultados
América do Sul 9 títulos, ganhos pelo Brasil, Argentina e Uruguai
Europa 9 títulos, ganhos pela Itália, Alemanha, Inglaterra e França
América do Norte Semi-final (EUA, 1930)
Ásia Semi-final (Coréia do Sul, 2002)
África Quartas de final (Camarões, 1990; Senegal, 2002)
Oceania Oitavas de final (Austrália, 2006)

 Prêmios da Copa do Mundo

Ronaldo, campeão da Chuteira de Ouro em 2002.

Ronaldo, campeão da Chuteira de Ouro em 2002.

Ao final de cada edição da Copa do Mundo, diversos prêmios são atribuídos aos jogadores e seleções que se distinguiram do resto, em diferentes aspectos do jogo.

Há, atualmente, sete prêmios:

  • A Chuteira de Ouro para o artilheiro;
  • A Bola de Ouro para o melhor jogador;
  • O Prêmio Yashin para o melhor goleiro;
  • O Prêmio Fair Play da FIFA para o time com as melhores marcas de fair play (jogo limpo);
  • O prêmio de Seleção Mais Divertida.
  • O Prêmio Gillete do Melhor Jogador Jovem para o melhor jogador até os 21 anos.
  • O prêmio Time das Estrelas Mastercard, time dos 23 melhores jogadores da competição na opinião de um grupo técnico da FIFA.

[Chuteira de Ouro

A Chuteira de Ouro é dada ao artilheiro da edição da Copa do Mundo. O prêmio foi introduzido pela primeira vez na Copa do Mundo de 1982.

Copa do Mundo Artilheiro Gols

 Bola de Ouro

A Bola de Ouro é dado ao melhor jogador do mundial segundo a FIFA.

Copa do Mundo Bola de Ouro Bola de Prata Bola de Bronze

Prêmio Yashin

O Prêmio Yashin é dado ao melhor goleiro do mundial segundo a FIFA. Possui este nome em homenagem ao goleiro soviético Lev Yashin considerado por muitos o melhor goleiro de futebol de todos os tempos.

Copa do Mundo Vencedor

 Fair Play – seleção menos faltosa

Copa do Mundo Selecção ganhadora

 Seleção mais empolgante

Copa do Mundo Selecção ganhadora

 Melhor jogador jovem

Copa do Mundo Melhor jogador jovem

[editar] Time/Equipa das estrelas

Copa do Mundo Goleiros/Guarda-redes Defesas Meio-campistas/Médios Atacantes/Avançados

 Recordes e estatísticas

  • Maior vitória: Hungria 9-0 Coréia do Sul, 1954; Iugoslávia 9-0 Zaire, 1974; Hungria 10-1 El Salvador, 1982.
  • Jogador com maior número de gols numa partida: Oleg Salenko, com cinco gols no jogo Rússia – Camarões na Copa do Mundo de 1994.
  • Gol mais rápido: Hakan Şükür, onze segundos, Turquia – Coréia do Sul, 2002.
  • Maior número de Copas: Antonio Carbajal (México, 1950-1966) e Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental e Alemanha, 1982-1998), cinco.
  • Maior número de jogos: Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental e Alemanha, 1982-1998), 25.
  • Maior número de gols em Copas do Mundo: Ronaldo (Brasil, 1994-2006), 15.
  • Maior número de gols numa única edição: Just Fontaine, 13, 1958.
  • Jogador mais velho a marcar: Roger Milla, 42 anos e 39 dias, Camarões – Rússia, 1994.
  • Jogador mais jovem a marcar: Pelé, 17 anos e 239 dias, Brasil – País de Gales, 1958.
  • Maior seqüência de vitórias: Brasil, onze (sete em 2002 e quatro em 2006).
  • Maior seqüência de vitórias de um treinador: Luiz Felipe Scolari, onze no total (sete em 2002 pelo Brasil e quatro em 2006 por Portugal).

Referências

futebol

Futebol


   Origem

   Origem do futebol – compreendendo os diversos jogos de bola com o pé que antecederam o futebol atual – cobre um período de muitos séculos e pode ser dividida em cinco fases principais: a primeira das origens aos vários tipos rudimentares de futebol praticados, na Antigüidade, povos da Ásia, América pré-colombiana e Europa; a segunda, da Idade Média e Renascença, em que antecedentes mais próximos do futebol atual se desenvolveram na Inglaterra, França e Itália, ao séc. XVII; a terceira marca de um longo período de transição, até o esporte ser introduzido nas escolas públicas inglesas, do séc. XVII e XIX; a quarta assinala o nascimento do futebol moderno, numa taberna londrina, a 26 de outubro de 1863; e a quinta vem com a internacionalização do esporte e vem até os dias de hoje.
   Antigüidade. Mesmo não considerando certas teorias antropológicas desprovidas de fundamento científico, segundo as quais um futebol incipiente teria sido praticado já na pré-história, afirmam que o homem se sentiu atraído a brincar com objetos esféricos, há documentos provando a existência, em épocas remotas, de diversos jogos que podem ser considerados precursores do futebol atual.
Achados arqueológicos permitem afirmar que um jogo de bola, praticado com o pé, já era conhecido no Egito e na Babilônia, há mais de trinta séculos. Admite-se que tal jogo tinha caráter religioso, a bola simbolizando o sol, para os egípcios, a Lua, para os babilônios, ou ainda maus espíritos que os jovens, em certas festividades, procuravam afugentar golpeando com os pés uma bexiga de boi inflada de ar, para os povos asiáticos.
   1. – Antigüidade – Os escritores chineses Tao-tse e Yang-tse fazem referência a outro tipo de jogo de bola, que teria sido praticado na China, cerca de 26 séculos antes da nossa era. Esse jogo – cuja invenção muitos autores atribuem ao próprio Yang-tse – chamava-se Tsu-chu (golpeara a bola com o pé) e começou como parte do treinamento militar da guarda do imperador.
   O Tsu-chu era bastante simples, oito jogadores, sem poderem deixar a bola tocar no solo, tentavam passá-la além dos limites demarcados, por duas estacas fincadas no chão e ligadas por um fio de seda, a bola de couro, o campo era quadrado com 14 metros de lado.
   No Japão com o nome de Kemari. Este, embora inspirado no jogo dos chineses, possuía características próprias. Não se contavam pontos sendo como único objetivo do jogo apurar a técnica de dominar a bola com os pés. O kemari era um passatempo da realeza. Consta que os imperadores En-ji e Ten-ji estavam entre os seus praticantes.

   1.2 -América pré-colombiana – Outros achados arqueológicos, atestam que, em vários pontos da América pré-colombiana, à mesma época que os chineses e japoneses se entregavam ao seu futebol, os nativos também se dedicavam aos jogos de bola. O historiador espanhol Herrera y Tordesillas menciona “uma bola de borracha extraída das árvores”, que os índios jogavam no Haiti, quando lá chegou Cristóvão Colombo.
   Acredita o historiador Jean Le Floc’hmoan que tenham sido os sul-americanos os primeiros a fabricar bolas de resina com fins lucrativos.
   Embora cronistas mencionem “meninos maias e astecas, impulsionando com os pés, esferas de látex”, todos esses jogos eram, basicamente disputado com as mãos, guardando portanto, pouca semelhança com esportes que, como os do oriente, são considerados precursores do futebol.

    1.3 – Na Europa – na antigüidade, vão ser encontrados nos grupos de jogos de bola a que os gregos deram o nome genérico de Sphairomakhia. Nos 12 séculos de existência dos antigos jogos olímpicos, esportes com bola jamais foram incluídos nos programas oficiais. No entanto, eram muito populares, especialmente um denominado epyskiros, jogado com o pé. Pouco se sabe de suas regras, ou mesmo do número de componentes de cada equipe, mas Júlio Pólux, cita uma linha de meta localizada no fundo de cada lado do campo, através da qual a bola deveria ser arremessada, contando-se com isso um ponto.
   É quase certo que os romanos tenham copiado os gregos ao criarem, séculos depois, o harsparum. Sobre esse jogo – disputado com os pés, utilizando-se uma bexiga de boi como bola.
   Os romanos – cujos exércitos seguiram conquistando terras rumo ao norte – certamente levaram a outros povos o seu jogos de bola. É muito provável que tenham sido eles os introdutores do futebol na Gália e depois na Bretanha, sendo que, quanto a esta última, os historiadores divergem: uns acreditam que tenha sido de fato os romanos, durante os quatro séculos de domínio que se seguiram à primeira expedição de Júlio César, no ano 43 d.C., que deram a conhecer aos bretães as regras do harpastum; outros afirmam que os romanos, ao chegarem à Bretanha, já encontraram lá um futebol nativo, de origem meio lendária, meio cívica.

    2 – Idade Média e Renascença – Durante toda a Idade Média, e por muitos séculos depois, realizou-se na cidade de Ashbourne, Inglaterra, um jogo de bola que pode ser considerado o mais importante precursor do futebol moderno. Tal jogo era disputado anualmente , nas Shrove Tuesdays, (espécie de terças-feiras gordas), entre os habitantes da cidade: um número ilimitado de participantes, às vezes de 400 a 500 de cada lado, corria atrás de uma bola de couro fabricada pelo sapateiro local, com o objetivo de alcançá-la, dominá-la e finalmente levá-la até a meta adversária, no caso as portas norte e sul da cidade, uma para cada equipe.
   As origens do jogo de Ashbourne – mais tarde praticado em outros pontos do condado de Derbvshire também são discutidas, um cronista da época, afirma que se tratava de uma comemoração anual da vitória dos bretães sobre os romanos, numa partida de harspatum, efetuada no ano de 217.
   O futebol conhecido em Derbvshire, durante a idade média, era um jogo primitivo, violento, semi-bárbaro e, por tudo isto, mal visto. A não ser pelas partidas de caráter cívico.
   Com ocorrências trágicas não se devessem propriamente ao jogo de bola, desde que elas se registraram, o ludus pilae começou a ter ataques a pelo menos três direções: do rei, da igreja e da municipalidade. A 13 de abril de 1314, os cidadãos de Londres já liam o edito real que determinava: …das quais muitos males podem advir sem a aprovação de Deus, determinamos e proibimos, em nome do rei, sob pena de prisão, tal jogo de bola na cidade.
   Eduardo II notara que o interesse de seus soldados pelo futebol era tanto que temia viessem eles a se descuidar de esportes mais adequados para o treinamento para guerra arco e flecha, esgrima, arremesso e lanças.
   Durante as guerras com a França, no séc. XIV, constara o rei que a habilidade do arco e flecha esta quase que totalmente posta de lado, em benefício de jogos sem utilidade e fora da lei.
   As proibições reais seriam reforçadas de tempos em tempos, até o séc. XIV, por Henrique VIII e logo em seguida por Eduardo VI e Isabel I, de modo que futebol na Inglaterra da Idade Média não passasse de um jogo severamente combatido pelas autoridades. Embora em algumas paróquias fosse comum os padres usarem os pátios das igrejas para organizarem jogos entre meninos, incluindo o ludus pilae de que fala Fitzstephen, tais práticas eram mantidas atrás dos muros, pois também a Igreja, em defesa dos bons costumes, condenava o violento esporte.
   Fora da Inglaterra , porém tanto na Idade Média quanto na Renascença, o futebol teve nobres apoiadores. O jogo dos Franceses – denominado soule ou choule, provavelmente era também uma variante do harpastum romano, sendo praticado pelo homem do povo como por nobres, como Henrique II, e poetas, como Pierre de Ronsard. Menos violento do que o futebol dos ingleses, esse jogo francês quase não encontrou opositores.
   Na Itália, além de não ter opositores, o futebol medieval foi entusiasmadamente apoiado pela nobreza.
As regras do calcio foram fixadas por Giovanni Bardi, em 1580, com base em relatos feitos que haviam assistido ao jogo de 51 anos antes.
   Foi esse segundo se sabe o único futebol organizado de toda idade média e renascença. Muito mais civilizado que o jogo de Derbv.
   3 – Os Séculos de Transição – Diante das proibições, o futebol passou por sucessivas modificações na Inglaterra, civilizando-se a partir do séc. XVII. Antes disso jogado nos pátios das igrejas, ou em campos afastados onde se podia burlar a lei, sua sobrevivência foi difícil.
No início do séc. XVII, quando Jaime VI da Escócia subiu ao trono da Inglaterra como Jaime I, a proibição ainda existia , mas já não era levada tão a sério.
   Assim, afastado ou mesmo combatido pela nobreza, mas já contando com alguma tolerância das autoridades do futebol, pouco a pouco, foi-se transformando. Todo o séc. XVII vai ser marcado novas aberturas ao futebol, o visconde de Dorchester, já recebia um convite de John Chamberlain para assistir a um jogo em Florença: em 1613, o vigário de Wiltshire organiza duas equipes para se exibirem numa vista real em 1620, o futebol é introduzido em dois colégios de Cambridge, o St. John’s e o Trinity.
Carlos II torna-se o primeiro rei inglês a autorizar a prática do futebol, permitindo que seus criados enfrentassem, numa partida, os doduque de Albuquerque.
   O séc. XVIII será todo ele de transição, e os diferentes tipos de jogos de bola, vão deixando de ser passatempos primitivos e violentos para se estabelecerem como prática comum nas escolas. No início do séc. XIX, quando Thomas Arnold reforma todo o ensino superior inglês, dando aos esportes em geral um lugar de destaque na educação dos jovens, o futebol não será posto de lado. Pelo contrário, será um dos primeiros jogos a serem introduzidos nas escolas públicas, já em caráter oficial.
   Arnold recomendava que os esportes fossem utilizados nas escolas, como fim de canalizar para os campos de competição a energia que, de outra forma os jovens poderiam desperdiçar em práticas condenáveis, segundo aqueles educadores, práticas condenáveis não eram apenas o vício do jogo e do álcool, mas idéias políticas de sentido reformista que poderiam por em risco o conservadorismo defendido pelos vitorianos.
   Na primeira década do século, o futebol e outros esportes, já faziam parte da educação regular dos jovens que freqüentavam não só as escolas públicas, mas também os estabelecimentos particulares e universidades. Em cada um deles o futebol foi sendo codificado, surgindo as primeiras leis codificado, surgindo assim as primeiras leis ou regras escritas impressas e publicadas.
   As regras adotadas pelas escolas e logo em seguida pelos clubes que foram surgindo em toda a Inglaterra eram semelhantes e não iguais.
   O futebol de 11, porém, foi o que se afirmou acreditando-se que isso se deva ao fato de as turmas de Cambridge, terem 10 alunos e bedel 1 (As turmas de rugby eram compostas de 12 alunos e 1 bedel). As bolas mudaram muito de formato, ora redondas, ora ovais.   

4 – O Futebol Moderno – Os historiadores são unânimes em fixar a data de 26 de outubro de 1863 como a do nascimento do futebol moderno. O fato de existirem várias regras em vigor em Londres e outras cidades inglesas, dificultando a realização de jogos e torneios entre clubes e colégios, impunha a criação de um organismo que, centralizando esses clubes e colégios, pudesse uniformizar as regras. Alguns veteranos de Cambridge, apoiados pelo jornalista John D. Cartwright, que escreveu uma série de artigos nesse sentido, iniciaram campanha para que os interessados se reunissem e debatessem a criação do novo organismo, o que ocorreu a 26 de outubro.
   Os próprios ingleses se encarregam de universalizar o futebol, levando-o depois de difundi-lo por todo o Reino Unido, a países bem mais distantes. Por volta de 1865, um grupo de emigrantes ingleses já havia fundado em Buenos Aires Football Club, na Argentina, sendo este um dos primeiros países a conhecer o esporte fora do Reino Unido. No início da década de 1870, foram ainda os ingleses que introduziram o futebol na Alemanha e em Portugal.
   Em 1876, é introduzido na Dinamarca: três anos depois, nos Países Baixos e também na Suíça, onde é fundado o Football Club Saint-Gall. Ao mesmo tempo na Inglaterra, o interesse pelo futebol tem aumentado em 1878, por ocasião do primeiro jogo noturno, utilizando-se precária iluminação elétrica, o Bramall Laneem Sheffield, recebe um público de 15 mil pessoas, seja três vezes mais o que se costuma registrar numa final da Taça da Inglaterra.
   Há provas de que, no início da década de 1880, o futebol já era praticado em Praga, embora a federação nacional Tcheca só se fundasse em 1899. O primeiro clube belga, o Football Club Antwerp surgiu em 1880, ano em que o futebol chegou ao Canadá e Austrália Em 1882, os ingleses haviam levado o jogo até Montevidéu. Em 1889, Dinamarca, Países Baixos e Áustria fundavam suas federações nacionais. Em 1891, surgia a Federação Neozelandesa seguindo-se as da Argentina e da Itália, ambas em 1893, a África do Sul em 1897, as da Alemanha, Hungria e Uruguai em 1900.
   A 12 de outubro de 1902, realizava-se em Viena, a primeira partida entre seleções nacionais, fora do Reino Unido: Áustria e Hungria, com a vitória da equipe local por 5 a 0. A partir de então, os encontros internacionais, em várias partes da Europa tornaram-se comuns.
   A 13 de janeiro de 1904, Hirschmann voltaria a escrever a dirigentes de federações nacionais européias, entre eles o francês Robert Guérin. Após uma série de entendimentos, quase sempre por carta, fundou-se a Fédération Internationale de Football Association (FIFA), sob a presidência de Guérin e com sede provisória em Paris. Os sete países fundadores foram França, Espanha, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Dinamarca e Suécia. No ano seguinte no primeiro congresso levado a efeito pelo novo organismo também em Paris, mais cinco países se filiaram, Alemanha, Áustria, Itália, Hungria e Inglaterra, esta desfiliando-se em 1919, voltando a filiar-se em 1924, retirando-se novamente em 1929 e filiando-se pela terceira e última vez em 1946.
   Desde a sua fundação, a FIFA teve entre suas principais metas, a organização de um grande torneio internacional entre todas as filiadas, mas tal meta, apesar dos incansáveis esforços de vários de seus dirigentes, o mais notável de todos o francês, Jules Rimet, só seria atingida em 1930, com a realização em Montevidéu, da primeira Copa do Mundo. Antes disso, o mais que a FIFA conseguiu, no campo das competições internacionais, foi supervisionar com permissão do Comitê Olímpico Internacional, o torneio de futebol dos jogos olímpicos, o primeiro dos quais em 1908 em Londres, ganho pela Inglaterra, na verdade, o futebol já fazia parte do programa olímpico nos jogos de 1900 em Paris, e de 1904 em St. Louis, com os títulos sendo conquistados respectivamente pelo Upton Park Club representando a Inglaterra e o Galt Football, representando o Canadá, mas tanto um torneio como outro não sendo considerado oficial, incluindo-se entre as provas de exibição.
   O número cada vez maior de países filiados e a presença efetiva que vem como entidade criadora, promotora e organizadora da Copa do Mundo, competição vitoriosa tanto no ponto de vista esportivo quanto no financeiro, fazem da FIFA, ao lado do Comitê Olímpico Internacional, o mais bem sucedido organismo esportivo em todo o mundo. Graças a esse organismo, a universalização do futebol, a partir do momento que ele saiu das ilhas Britânicas para ser introduzido em outros países, foi sempre progressiva, não sendo afetada por qualquer crise esportiva ou política.
   O futebol durante todos esses anos, tornou-se provavelmente o mais universal de todos os esportes.
    5 – O Futebol no Brasil – Embora 1894 seja o ano que os historiadores assinalam como o da introdução oficial do futebol no Brasil, é certo que muito antes disso o jogo tenha sido praticado no país, ainda que de forma improvisada. Em 1872 ou 1873, um dos padres do colégio São Luís, em Itu SP, organizou partidas entre os seus alunos, segundo as regras então adotadas em Eton Inglaterra. Em 1874, marinheiros ingleses teriam jogado bola na praia de Glória, Rio de janeiro, o mesmo acontecendo com tripulantes do navio Criméia, que o fizeram num capinzal próximo a rua Paissandu diante da residência da Princesa Isabel, já por volta de 1878.
Há inúmeras outras referências a prática de futebol no Brasil antes de 1894. Marinheiros ingleses, ainda, realizaram jogos por quase todo o litoral, havendo pelo menos provas de que tais jogos tiveram lugar em Recife e Porto Alegre. Em 1875 ou 1876 um certo Mr. John, também inglês, foi juiz de uma partida amistosa entre funcionários da City companhia de navegação e da Leopoldina Railway. Em 1882, Mr. Hugh, outro inglês, teria organizado um jogo entre funcionários da São Paulo Railway, em Jundiaí.
   O ano de 1894 é aceito pelos historiadores como o da introdução oficial do futebol no Brasil, porque quando Charles Miller chegou a São Paulo, depois de fazer cursos em Southampton, Inglaterra, trazendo de lá duas bolas de couro e uniforme completo de futebol, material utilizado nos primeiros jogos que ele mesmo organizou em Várzea do Carmo, São Paulo, entre ingleses e brasileiros da Companhia de Gás do London Bank e da São Paulo Railway, e mais tarde na chácara da família Dulley, também em São Paulo Atlethic Club agremiação que se dedicava ao críquete a outros esportes introduzido no país pelos ingleses.
   Charles Miller, introdutor oficial do futebol no Brasil, nasceu no bairro de São Brás, São Paulo, em 1874, de pai inglês e mãe brasileira, e morreu na mesma cidade em 1953. Em 1884, após concluir seus estudo preliminares, transferiu-se para Banister Court School, Southampton, onde ficou conhecendo o futebol. Na Inglaterra chegou a integrar como center-foward, a seleção do condado de Hampshire, numa partida com o Corinthians londrino. De volta ao Brasil, Miller foi não apenas o responsável pelo início da prática regular e organizada do futebol no país, mas foi também o primeiro a se destacar como jogador e a ganhar popularidade. A jogada de amortecer a bola com a face externa do pé era sua marca registrada, e por isso ficou conhecida como charles. Jogou futebol até 1910 e foi juiz até 1914.
   A partir de Miller a história do futebol brasileiro, pode ser dividida em seis fases principais, implantação, difusão, popularização, transição, afirmação e, finalmente a atual.
   A primeira fase – implantação – vai até 1910, caracterizando-se pela fundação dos primeiros clubes. Foram eles, São Paulo Atlethic Club (1888), Associação Atlética Mackenzie College (1898), Sport Club Internacional e Sport Club Germânia (1899), e Club Atlético Paulistano (1900).